Vida de Aristóteles
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL.
DICIPLINA DE HISTÓRIA
DA FILOSOFIA

PROFESSOR
Prof. Dr. Luís Evandro Hinrichsen
ACADEMICOS:
Leandro Barbosa da Silva
Diego Durant Mühl
Junho- 2011
Vida de Aristóteles.
Aristóteles filho de Nicômaco (Nicômaco era médico servidor do rei
Amintas), nascido em Estagira por volta de 384/383 A.C. Presumimos que na
juventude, com sua família, tenha vivido em Pela, sede do reino de Amintas.
Em 366/365, com dezoito anos de idade, viajou para Atenas onde ingressou
na academia platônica. Por vinte anos
(enquanto Platão viveu) frequentou a academia onde teve contato com famosos
cientistas da época. Aristóteles assimilou princípios platônicos, os quais
favoreceram para o amadurecimento de sua ideia.
Com a morte de Platão Espeusipo assumiu a liderança da academia, o que
fez Aristóteles (devido a distancia entre as convicções dele e de Espeusipo) ir
embora de Atenas, rumo a Ásia Menor.
Estabeleceu-se em Assos onde com um célebre companheiro de academia,
Xenócrates, e com os platônicos Erasto e Corisco fundou uma escola. Cerca de
três anos permaneceu
Em 343/342 A.C. o rei Felipe da Macedônia chama Aristóteles para a corte
e lhe confia à educação de seu filho Alexandre, que depois iria revolucionar a
história grega e agora esta com treze anos de idade. Assim permanece na corte até
por volta de
335/334 Aristóteles volta para Atenas aluga alguns prédios e logo começa
a ministrar seus ensinamentos. Costumava passear pelas veredas do jardim
ensinando. Estes anos foram os mais fecundos, neste período viram se o
acabamento e a grande sistematização dos tratados filosóficos e científicos
aristotélicos dos quais temos conhecimento.
Os escritos
Aristotélicos.
Os escritos que chegaram até nos são em maioria os escritos da escola,
anotações e escritos utilizados nas aulas. Suas publicações em quase totalidade
se perderam.
São eles divididos em dois grandes
grupos: os exotéricos e os esotéricos. Sendo que o primeiro era destinado às
pessoas em geral (publico), já o segundo era destinado a estudos internos, ou
seja, eram usados na atividade didática destinados apenas para os discípulos.
Dos escritos exotéricos pouco nos resta, perderam-se quase totalmente de
tal forma que dispomos de alguns títulos e raramente algum fragmento. Talvez o
primeiro escrito exotérico tenha sido O grilo ou então sobre a retórica. Os
últimos foram Protéptico e sobre a filosofia.
Do segundo grupo, os esotéricos, dispomos da maior parte das obras. A
maioria trata da problemática filosófica e outras de ciência natural. As obras
mais filosóficas tem cunho lógico, designados como conjunto de tratados de
lógica. São alguns deles: Categorias, De interpretatione, Analíticos primeiros,
analíticos segundos e refutações sofísticas. Seguem-se as de cunho filosófico
natural: A física, O céu, A geração e a corrupção e a meteorologia. Depois dos
tratados a grande obra, a mais famosa, ela é constituída de catorze livros da
metafísica. Seguem -se os tratados de filosofia moral e politica: a Ética a
Nicômaco, a Grande ética, a ética Eudêmica e a politica. Por fim a Poética e a
Retórica. Temos ainda algumas obras relativas às ciências naturais recordamos,
pois a história dos animais, As partes dos animais, O movimento dos animais e a
geração dos animais.
Metafísica
Para
Platão, primeiramente defende ele, ser uma realidade superiora ao mundo
sensível, a este mundo habitável, uma dimensão suprafísica do próprio ser. Ele
nos queria primordialmente falar que o belo em si é belo por que possui antes
do seu ser sensível, ou material, há algo antes mesmo disso, antes que seja
belo, ele é belo em si mesmo em um mundo de idéias.
Como já relatado, a metafísica é
constituída de idéias, ou melhor dizendo, pelo mundo das idéias, onde Platão,
na sua intelectualidade fala-nos sobre os princípios primeiros do Uno, e por
seguinte da Díade, que seriam idéias supostas por ele de formas de explicar as
essências, o que há em si, por si mesmas em um sistema de hierarquia complexa,
mas bem distribuída, constituindo assim plenamente o verdadeiro ser.
O Uno seria para Platão seria, á
partir de Aristóteles, seria o pleno Ser, a perfeição, uma realidade que não
tolera divisão na sua condição, que depois de uma plena justiça dos contrários
iria para um segundo estágio, a chamada Díade, que agora torna-se a segunda
fase, que é a divisão do Uno, tornando o pleno e perfeito em sensível, em
divisível.
Sobre a idéia do Bem,
aparentemente semelhante a idéia do Uno e da Díade, que segue assim a linha dos
pensamentos não escritos por Platão, mas a idéia da justa separação, isto é, não
um principio mas principado de algo que antes é o Bem em si, assim comparado
com a divisão do Uno e Díade.
A questão do limite também neste
assunto é importantíssima para Platão, pois se há um principio determinante
também há um fim para o mesmo, talvez indeterminado, mas há um fim. Afirmando
desta forma que o homem é um ser composto por limites.
Levando em questão final o ser e
suas significações, nos deparamos falando sobre o cosmos sensível, ou o mundo
sensível, dentro de uma esfera limitável, diferente da suposta metafísica, que
nos supõe esta realidade inelegível e eterna, o que o mundo sensível não é, por
possuir limites predeterminados a acabar.
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