Síntese: A estrutura das revoluções científicas - Texto escrito em 2011 para a diciplina de humanismo e cultura religiosa na PUCRS
Síntese:
A estrutura das revoluções científicas.
Introdução:
A
história se fosse vista como repositório produzia transformações na ciência. O
acervo de dados ao qual temos acesso destorce quanto à evolução da ciência. Se
a ciência também é reunião de dados então temos homens que zelam por tais
dados. Estes dados são sempre associados às novas descobertas. O que decorre é
que dados muito antigos são cada vez mais distintos e, portanto difíceis de
relacionar com os atuais.
Na
difícil relação que se cria entre dados, tanto em relação aos antigos como
também em relação aos atuais, surge a duvida que caracteriza a revolução
historiográfica. Tal revolução, aqui também trabalhada como ruptura,
proporciona a evolução da ciência.
A rota para a ciência normal.
Ciência normal é aquela baseada
em fatos passados, ou seja, aceita como
fundamento em determinada época. A ciência normal por si é estreitamente ligada
a paradigmas.
Paradigma:
Os paradigmas são os conjuntos teóricos metodológicos adotados por uma
comunidade cientifica. Ciências como astronomia e matemática trabalham com
paradigmas demasiados “clássicos” (antigos).
A natureza da ciência.
Existe uma infinidade de
paradigmas, porém são aceitos ou usados apenas, assim digamos, os mais bem
sucedidos. Ciência normal é aquela que trabalha somente com paradigmas estáveis
e apenas a partir destes. Contudo os paradigmas constantemente sofrem
reformulações devido a problemas surpreendentes que inevitavelmente acabam
surgindo.
Ciência normal como resolução de quebra cabeças.
A ciência
normal delimita o cientista, pois faz com que este considere apenas parcela do
real. O cientista sempre parte de um paradigma, portanto está necessariamente
com seus possíveis resultados delimitados.
Quando um
problema não tem solução é considerado não cientifico ou metafisico, as regras
adotadas dentro de um paradigma resolvem o problema em questão a não ser que
haja falha do cientista.
A prioridade dos paradigmas.
Um conjunto de
ilustrações é o conjunto de regras teóricas de uma comunidade cientifica. A
ciência normal aceita as soluções já apresentadas por um paradigma e trabalha a
partir delas.
A anomalia e à emergência das descobertas
cientificas.
A ciência
normal constantemente percebe fenômenos novos. Ora, se tal fenômeno é
desconhecido ao paradigma e tal implicação delimita a resolução de um problema
cientifico, então o paradigma pode entrar em crise. O “quebra cabeças” agora
não encaixa mais, sobra uma peça. Surge a necessidade de revisão de paradigmas.
As crises e a emergência das teorias científicas.
Uma vez tomada
consciência de que o paradigma “em jogo” apresenta uma anomalia inicia-se á
crise, esta por sua vez é sinônima de discussão e elaboração de novas teorias.
A chegada da crise indica que é chegado o momento para a troca dos
instrumentos.
A natureza e a necessidade das revoluções
científicas.
Revolução
científica é o processo pelo qual um paradigma é parcialmente ou totalmente
substituído.
Revoluções
científicas são como revoluções politicas ambas quebram o que esta instituído.
De fato uma nova teoria surge para solucionar alguma anomalia, no caso da
ciência a anomalia é entre o paradigma e a natureza. Se tiver que solucionar um
fracasso da antiga instituição não pode ser logicamente equivalente a mesma,
então à ideia de revolução, ou seja, a nova instituição sucede à antiga.
As revoluções como mudança de concepção de
mundo.
A mudança de
paradigmas leva o cientista a um novo mundo. Tudo passa a ser considerado a
partir de outra perspectiva.
As adaptações
exigidas pela nova realidade muitas vezes são árduas a tal ponto que ,varias
vezes, somente as futuras gerações estarão plenamente adaptadas com o novo
método.
A invisibilidade das revoluções.
As revoluções
científicas passam um tanto despercebidas, somos levados a acreditar
equivocamente que a ciência é cumulativa devido a tal condição, condição esta
decorrente em parte da distorção e em parte da seleção dos conteúdos
apresentados nos acervos de textos científicos que conhecemos. As obras que nos
falam das mudanças cientificas tendem a não esboçar plenamente os métodos
usados antes da ultima revolução por isso acreditamos que o resultado ao qual
estamos submetidos é cumulativo.
A resolução das revoluções.
Alguns
cientistas, menos habituados com o paradigma, desconfiam e acabam por comprovar
que o paradigma que parecia perfeito tem uma anomalia. Começam a cogitar novas
possibilidades o problema novamente se espalha na comunidade cientifica. A
resolução de um paradigma é resolvida quando outra resolução entra em cena.
Mais uma vez será feita toda uma avaliação e a teoria mais formidável será o
novo paradigma.
Progresso através de revoluções.
O termo
ciência esta mais ligado aquelas áreas cujo desenvolvimento acontece de forma
mais óbvia e progressiva.
O progresso
normal é aquele que acontece pela quebra de paradigmas através da crise.
As revoluções
são, portanto a base do progresso cientifíco. As áreas da ciências em frequente
crise são as que mais tendem a desenvolver-se.
Diego Durante Mühl
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