Organização Industrial no Agronegócio
Resenha Crítica Produzida para a Disciplina de Agronegócio conceitos e Aplicações (2021)
O artigo apresenta uma compreensão do funcionamento de diferentes mercados e a competição entre as organizações. São tratados conceitos como economia de escala, economia de escopo, economia de custos de transação, grupos estratégicos e barreiras a entradas e saídas.
A organização industrial no agronegócio é moldada de acordo com padrões de concorrência e crescimento que acontecem dentro de um mercado, entendido como espaço de troca entre compradores e vendedores e concorrência entre vendedores.
Quando o custo unitário de um produto decresce em função da capacidade de produção tem-se a economia de escala. Especialização de funções, indivisibilidades tecnológicas, economias de reserva de massa e vantagens pecuniárias são algumas características.
Quando a produção conjunta de dois ou mais produtos resulta em custo menor do que a produção independente têm-se economia de escopo. O caso de poder usar uma mesma máquina para fabricar dois produtos distintos. Nesse sentido os oligopólios tendem a ser uma estrutura de mercado mais eficiente.
Custos de transação são custos de fazer funcionar o sistema econômico. São custos sensíveis ao ambiente institucional (leis, barreiras comerciais), a tecnologia utilizada e a especificidade de ativo necessário a produção.
A eficiência do mercado é decorrente da coocorrência entre as firmas. Quanto maior o número de firmas, quanto mais homogêneo o produto, quanto menores as berreiras técnicas para entrada de concorrentes, menor a capacidade da firma estabelecer uma política de preços. Nesse caso a redução de custos é a estratégia para maximizar lucros.
Classificação de mercado: Competitivo, mercado fragmentado, produto homogêneo, ausência de barreiras técnicas de entrada; Oligopólios concentrados, concentração, produtos homogêneos e elevadas barreiras técnicas; Oligopólios diferenciados, concentração, barreira de diferenciação reforçando barreiras técnicas; Oligopólios competitivos, Alta concentração com presença de franja competitiva, produtos diferenciados, barreiras de diferenciação; Monopólios naturais, associados a serviços de utilidade pública, como água, luz, redes de esgoto.
A franja competitiva é formada por grande competitividade num mercado concentrado, mas com baixa barreira de entrada, as firmas médias e pequenas formam a chamada franja competitiva. Nesse mercado as barreiras de entrada são baixas, mas as barreiras de mobilidade são altas.
Existe poder de monopólio quando um produtor ou grupo tem capacidade de restringir produto e elevar preços acima do nível de concorrência, sem perder todos os clientes. O preço deixa de ser definido pela oferta e demanda e passa ser definido por políticas empresariais. Algumas estratégias empresariais visam alterar o ambiente competitivo para obter e preservar lucros diferenciais.
O artigo apresenta os mercados agroindustriais, seu funcionamento, crescimento e concorrência. Algumas estratégias podem ajudar as empresas se manterem lucrativas frente a constante evolução e pressão concorrencial. A consequência desse fenômeno é uma constante busca por eficiência redução de custos ou investimento em pesquisa e desenvolvimento de tecnologia e novos produtos.
A leitura dessa obra é recomendadíssima para a compreensão do funcionamento dos mercados agroindustriais sua estrutura e suas características.
A autora Elizabeth Maria Mercier Querido Farina foi Diretora Presidente da UNICA - União da Indústria de Cana de Açucar de 2012 a 2019. É professora titular aposentada da Faculdade de Economia, Administração e Contábeis da Universidade de São Paulo.
Diego Durante Mühl, acadêmico do Mestrado em Agronegócios da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS.
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