As palavras e o preconceito

 Atividade desenvolvida na disciplina de Oficina de produção de textos Escritos e                                                                         Orais do curso de Administração Publica da UERGS


As palavras e o preconceito

                Até onde as palavras têm peso e significado para as pessoas; É preciso cuidado, porque falamos e mudamos a realidade com cada palavra pronunciada; E nossas palavras não são somente as faladas, são também as escritas e as expressas em gestos e atitudes; O significado de uma mesma palavra ou gesto muda, de acordo com a situação onde acontece; As palavras possibilitam a relação dialética entre os homens o que é positivo porque só assim pode existir a cultura, mas em contraponto, nas relações humanas existem problemas que existem apenas pela existência das palavras e de seus significados. Aqui abordaremos um problema muito evidenciado na modernidade: O preconceito.

Aprendemos com nossa cultura, e cultivamos nossos costumes, é mister evidenciar que somos perfeitos copiadores, copiamos o que vemos e falamos do que nos dizem; Talvez por isso sejamos preconceituosos, pois nos ensinaram e fomos “moldados” nessa forma, não temos culpa, mas temos o dever de tentar entender e dar uma solução.

  O preconceito acompanha a humanidade no seu dinamismo; Os gregos já na Grécia Antiga implantarão um sistema econômico escravagista, o que é um marco na história, neste caso do preconceito racial. O que acontecia era que aqueles, os escravos, eram desconhecidos; Falavam outro idioma, tinham crenças que eram contraditórias; Por consequência disso não eram iguais, não cultivavam os mesmos valores e costumes, então a eles foi atribuído um valor menor. E, além disso, o momento histórico era propício, a antiguidade foi manchada por violentas batalhas entre os povos; O que atenuou as rivalidades.

Segunda guerra mundial; E a figura do preconceito muito próxima de nós; Da antiguidade a modernidade e o preconceito acompanhando a história; A perseguição aos judeus foi, entre outras coisas, resultada de uma antiga magoa entre os povos, isso só a modelo de exemplo, mas podemos imaginar quase que inúmeros outros casos semelhantes a esse; Mais uma vez é a rivalidade entre os povos, é a diferença que se apresenta como preconceito e toma dimensões drásticas como as que conhecemos a respeito da guerra.

Mas, o preconceito não esta apenas nas diferenças entre os povos esta também nas diferenças entre as pessoas e ai chegamos à origem do problema ou onde devemos começar a superar a problemática. As diferenças devem ser aceitas, primeiro deve se considerar que todas as pessoas são semelhantes, depois se deve ter consciência de que somos parte de um todo, de uma sociedade, de um conjunto que inclui desde uma bactéria até um ecossistema e até um universo infinito onde as diferenças podem ser apenas uma variação da mesma coisa.

Um grande passo foi dado, sabemos que não existem motivos suficientes para que um comportamento preconceituoso seja cultivado; Estamos enjoados e não suportamos mais ideologias destrutivas e preconceituosas, prova disso é a instituição dos direitos humanos internacionais, o casamento oficial entre homo sexuais, as leis de proteção ao idoso.

A educação de nossas crianças já visa abolir qualquer tipo de preconceito, o que deve ser muito trabalhado, para que as futuras sociedades estejam livres desse mal que ainda nos afronta. É preciso ter consciência de que o outro é nosso semelhante, para isso ninguém melhor do que a educação.

 Se, são as palavras escritas e expressas em gestos e atitudes, as que têm valor entre as pessoas, então nada melhor que aprender belas palavras e formar belas pessoas para que essas palavras sejam pronunciadas. E assim a relação dialética entre os homens, aquela que constrói a cultura, será de tamanho valor que não teremos mais preconceito, e a sociedade será mais justa e harmônica.  

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