Anaxágoras
Anaxágoras
Anaxágoras
428 a. C., Lâmpsaco (na atual Turquia)
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
Nasceu
em Clazômene (hoje Kilizman), na atual Turquia, em
Ensinou em Atenas durante cerca de trinta anos, até ser acusado de impiedade
por sugerir que o Sol era uma massa de ferro candente e que a Lua, além de
proceder da Terra, era uma rocha que refletia a luz do Sol.
Fugiu, então, para a Jônia, estabelecendo-se em Lâmpsaco (vizinha da atual
cidade de Lapseki, na Turquia), onde, segundo alguns pesquisadores, deixou-se
morrer de fome em
Para Anaxágoras, tudo está em tudo, pois em cada coisa há uma partícula de
todas as demais, o que permite explicar que a vida ocorra por meio de uma
transformação permanente. Esses elementos ou partículas, o filósofo chamou de
"homeomerias", sementes nas quais os germens das coisas não aparecem
devido à sua extrema pequenez.
Anaxágoras também foi um dualista, pois acrescentou o "nous" -
espírito ou inteligência - aos elementos físicos que compõem a realidade. O
"nous" seria uma força de natureza imaterial capaz de ordenar as
coisas - a causa motora e ordenadora que promove a separação dos elementos
contidos no "magma" original.
Esse filósofo pré-socrático também teve a primazia de elaborar uma doutrina
finalista do mundo, que seria ordenado segundo a melhor disposição para o
homem, doutrina essa admitida e seguida por Platão (nos diálogos "Fédon", "Filebo" e
"Timeu").
Em "Fédon", Platão escreve que, segundo Anaxágoras, o
"nous" é o organizador e a causa de todas as coisas. As verdadeiras
causas se encontrariam nessa "inteligência", sendo as demais,
naturais e concretas, simples concausas ou causas secundárias. A idéia do
"nous" também foi adotada por Aristóteles.
Anaxágoras também teria sido o primeiro a explicar o fenômeno dos eclipses
solares.
Anaxágoras de Clazômenas
Anaxágoras de
Clazômenas.
Anaxágoras de Clazómenas
(português
europeu) ou Clazômenas (português
brasileiro) (Clazômenas,
c. 500 a.C. - Lâmpsaco,
428 a.C.), filósofo grego
do período pré-socrático. Nascido em Clazômenas, na Jônia, fundou a primeira
escola filosófica de Atenas,
contribuindo para a expansão do pensamento filosófico e científico que era
desenvolvido nas cidades gregas da Ásia. Era protegido de Péricles que também era
seu discípulo. Em 431 a.C.
foi acusado de impiedade e
partiu para Lâmpsaco,
uma colônia de Mileto, também
na Jônia, e lá fundou uma
nova escola.
Escreveu um tratado aparentemente
pequeno intitulado Sobre a Natureza ou Da Natureza, em que
tentava conciliar a existência do múltiplo frente à crítica de Parmênides de Eléia e sua escola, conhecida
como "Eleatas". Parmênides havia concebido o ser como o princípio absoluto
de tudo o que é, identificando o ser com o Uno imutável.
Anaxágoras propôs, assim como os
pluralistas, um princípio que atendesse tanto às exigências teóricas do
"ser" imutável, princípio de tudo, quanto à contestação da existência
das múltiplas manifestações da realidade. Esse novo princípio, Anaxágoras
chamou homeomerias. As homeomerias seriam as sementes que dão origem à
realidade em sua pluralidade de manifestações. Afirmava que o universo se constitui pela
ação do Nous (νοῦς), conceito que geralmente é traduzido
por espírito, mente ou inteligência. Segundo o filósofo, o
Nous atua sobre uma mistura inicial formada pelas homeomerias, sementes
que contém uma porção de cada coisa. Assim, o Nous, que é ilimitado,
autônomo e não misturado com nada mais, age sobre estas sementes ordenando-as e
constituindo o mundo sensível. Os fragmentos preservados versam sobre: cosmologia, biologia e percepção. Esta
noção de causa inteligente, que estabelece uma finalidade na evolução
universal, irá repercutir em filósofos posteriores, como Platão e Aristóteles.
Influência também exercerá em Leibniz, que aproveitará a idéia de homeomerias.
Anaxágoras aparece ao lado de Pitágoras no quadro Escola de Atenas de Rafael, segurando a tableta com
o número
triangular 1+2+3+
Anaxágoras (gr. Ἀναξαγόρας) foi o principal responsável pela introdução da filosofia pré-socrática em Atenas e, consequentemente, por sua
difusão entre os intelectuais atenienses. Exerceu influência em Sócrates e, naturalmente, em Arquelau, seu mais importante
seguidor.
Vida e obra
Nasceu em Clazômenas, pólis da costa
ocidental da Ásia Menor, por volta de -500 e, vinte anos depois, mudou-se para
Atenas, onde se tornou amigo de Péricles (-495/-429); lá viveu cerca de trinta anos, ensinando
filosofia. Suas idéias avançadas e sua amizade com Péricles valeram-lhe algumas antipatias e um processo de
"impiedade" forçou-o a refugiar-se em Lâmpsaco, na Jônia, onde
continuou a ensinar (c. -432). Faleceu pouco depois, nessa mesma pólis, mais ou
menos em -428.
Escreveu, segundo a tradição, um livro denominado Da Natureza, em prosa, do qual
restam cerca de vinte fragmentos.
Pensamento
Embora possa ser considerado herdeiro
intelectual dos filósofos milesianos, Anaxágoras pensava de forma radicalmente diferente
em relação à estrutura do universo. Postulava que, ao invés de elemento
primordial unitário, várias substâncias diferentes compunham a totalidade do
espaço existente. Cada elemento constituinte seria, portanto, fundamental em si
mesmo e a matéria constituída pela combinação desses elementos era
infinitamente indivisível.
A força que movia o universo era o Espírito
(gr. νόος ou νοῦς, i.e. "pensamento", "espírito",
"inteligência"), ilimitado, isolado e separado de tudo o mais. O
Pensamento teria gerado um turbilhão primordial que, ao se alastrar e se
movimentar pelo caos ("vazio") precedente, forçou certas entidades a
se diferenciarem, como o denso do rarefeito, o quente do frio, o seco do úmido.
Nada teria sido criado ou destruído: as coisas surgiram e desapareceram a
partir da combinação e da dispersão daquilo que já existia.
Cada porção do mundo material conteria, em
princípio, todos os componentes encontráveis nas outras partes (homeomeria).
É a preponderância de certas entidades, a partir de "sementes"
cujos elementos constituintes estariam inextrincavelmente misturados, que
explica as características que diferenciam as coisas existentes. Um pepino e
uma pedra teriam, portanto, os mesmos componentes básicos, mas em diferentes
proporções.
O corolário desse conceito é que, mesmo
dividindo-se infinitamente qualquer porção do mundo material, a menor porção
possível conteria, ainda, todas as substâncias consituintes do universo, na
proporção (preponderância) necessária para individualizá-la das demais.
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